Armenia

Arménia – um país antigo localizado nas montanhas do Cáucaso.

Arménia é um dos mais antigos centros da civilização mundial. É precisamente esse país foi o primeiro Estado cristão, adiantando-se a Roma e à Grécia. O principal símbolo da Arménia é o monte sagrado – Ararat, onde, segundo a Bíblia, “no sétimo mês, no dia dezassete do mês” após o início do dilúvio atracou a Arca de Noé. E é essa montanha que dá o nome ao nosso restaurante.

Arménia moderna é um Estado com história antiquíssima, uma herança cultural riquíssima, natureza pitoresca e uma gastronomia rica.

Arménia, que se encontra no cruzamento das rotas comerciais, liga a Europa e a Ásia. São as fortes ligações históricas que unem portugueses e arménios. Ambos os Estados faziam parte do Império Romano, encontrando-se cada um nos pontos opostos do mesmo.

Desde a Época dos Descobrimentos que são conhecidas as ligações de negócios entre os comerciantes portugueses e arménios. Portugueses, utilizando a neutralidade da posição arménia, penetravam nos países asiáticos vedados na altura aos europeus. Comerciantes portugueses trajavam, literalmente, as vestes arménias e içavam a bandeira arménia nos seus navios para que se fizessem bons negócios com os hindus pouco flexíveis no regateio. É com um fato arménio que Bento de Góis, explorador do século XVII, aparece na estátua erguida em sua honra em Vila Franca do Campo, sua terra natal, numa das ilhas açorianas. Foi precisamente com esse fato, na companhia do arménio Saak, que Bento de Góis consegue visitar a China. É provavelmente nessa altura que aparece o nome português Arménio, que sugere, claramente que, para além das relações comerciais, existiam relações mais fortes entre os dois povos.

É conhecida a história dos arménios que em 1453 chegaram ao Porto, pelo mar, com as relíquias do São Pantaleão por eles salvas das mãos dos turcos-muçulmanos que tomaram Constantinopla. As relíquias foram deixadas na igreja de São Pedro de Miragaia e os seus salvadores foram se estabelecer não muito longe daí, dando o seu nome a uma das ruas do Porto – Rua Arménia.

Mas o arménio mais conhecido em Portugal foi o Calouste Gulbenkian. O seu nome é conhecido por todos os portugueses. Gulbenkian é um dos ilustres representantes do povo arménio: industrial do petróleo, diplomata, colecionador de arte e um grande mecenas, Gulbenkian teve uma ligação afetiva muito forte com Portugal. A ligação que ainda hoje se verifica no trabalho da sua fundação – a Fundação Gulbenkian que perpetua a sua memória com inúmeros projetos educacionais e culturais que continuam a ligar os dois povos.

Restaurante

Restaurante “Ararate” convida-o a conhecer pratos tradicionais arménios e pratos dos seus vizinhos – países do Cáucaso, aos quais conferimos um carater português.

Foi com muito cuidado que escolhemos produtos locais, legumes maduros e carne fresca e adicionamos-lhes a experiência culinária milenar arménia, temperos tradicionais e a mistura das ervas aromáticas trazida diretamente dos vales montanhosos do Cáucaso.

O equipamento mais moderno e o sistema de ar condicionado permitem preparar pratos tradicionais feitos ao lume com carvão de madeira, que o fazem viajar até a uma velha casa arménia aos pés do Ararat sem sair do coração de Lisboa.

O nosso chef Andranik Mesropyan e a sua equipa da Arménia, munidos da sua vasta experiência, conseguem criar uma sinfonia de clássico e experimental da cozinha Arménia em Portugal.

Nós não só o convidamos a fazer uma viagem gastronómica a Arménia, como também queremos criar em Lisboa um lugar capaz de contar aos portugueses sobre Arménia e sobre a sua gente através da sua cozinha e tradições antigas.

O restaurante está decorado ao estilo tradicional arménio. Foi da Arménia que vieram os quadros dos artistas modernos arménios e tapetes, cuja tradição da tecelagem perde-se no emaranhado dos séculos e cujos “irmãos mais velhos” adornam as paredes da Fundação Calouste Gulbenkian, um grande arménio em Portugal.

Bem vindos e bom apetite! Bári akhorjak!

Cozinha

Há mais de 2500 anos que a cozinha de um dos Estados mais antigos do mundo mantém as suas tradicionais receitas culinárias. Quase todos os pratos arménios têm a sua história e lenda que são transmitidas de geração em geração.

Mas a singularidade da cozinha arménia não reside só na capacidade de transmitir as combinações perfeitas dos ingredientes através dos séculos: da mãe para a filha e do pai para o filho, mas sim, na capacidade dos arménios em absorver o que há de melhor dos seus vizinhos, procurando chegar à perfeição.

Arménia encontra-se no cruzamento de rotas comerciais o que lhe permitiu conhecer a cozinha de muitos países, para além de que os próprios arménios se espalharam por todo o mundo, trazendo consigo para casa receitas dos cantos mais longínquos do mundo.

Da cozinha mediterrânea os arménios absorveram a grande quantidade de legumes e aprenderam a combiná-los harmoniosamente em mais diversos pratos. Oriente e os seus povos presentearam Arménia com molhos sofisticados e temperos exóticos. Turcos antigos, nómadas e conquistadores trouxeram carne grelhada no carvão, shashlik e kebab. Os povos da Ásia Central deram a conhecer aos arménios os pratos de grão e enriqueceram a sua cozinha com húmus e dolma.

Mas todos pratos “absorvidos” passaram pelo processo de otimização. Qualquer receita com o decorrer dos anos adquiriu o sotaque arménio e a alma do Cáucaso.

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